Maicon Andrade: “Com o bronze, quero deixar um legado para quem pratica Taekwondo”

Maicon Andrade: “Com o bronze, quero deixar um legado para quem pratica Taekwondo”

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Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro encerraram com chave de ouro para o Taekwondo Brasileiro. Maicon Andrade fez história e, no último dia de competição da nossa modalidade, tornou-se no primeiro homem a conquistar a medalha olímpica no Taekwondo nacional.

Para o atleta mineiro de Justinópolis, que entrou no alto rendimento há apenas três anos, a conquista da medalha de bronze poderá mudar tanto a sua vida como a de todos os praticantes e atletas do esporte, ajudando a revelar novos talentos, deixando como legado a maior visibilidade que o esporte irá  ganhar. “Tanto na minha vida como de todos os que praticam Taekwondo acredito que algo vai mudar. Gostaria muito que o Brasil inteiro tivesse uma melhor atenção para o meu esporte, para os talentos que nós temos. Quero que todos treinem e lutem, acreditando que podem alcançar os seus sonhos! Gostaria que ganhássemos mais visibilidade, pois, com certeza, teremos outros atletas que poderão representar o país em outros lugares, outros Jogos, capazes de trazer medalha. Basta acreditar na modalidade, pois temos muitos campeões”, declarou o atleta, que teve a certeza de que seria medalhista quando chegou à repescagem.  “Quando soube que fui puxado para a repescagem, não tive dúvida de que eu seria medalhista. Não foi a de ouro, como era o meu real objetivo. Mas veio a de bronze, e o peso para mim é o mesmo. Foi uma conquista inédita para a minha modalidade e uma conquista inédita para mim, para toda a minha família e meus amigos queridos”, acrescentou.

Na Coletiva de Imprensa  que se realizou no Espaço Time Brasil e da qual participaram também o presidente Carlos Fernandes, o diretor técnico Alexandre Lima e o técnico Junior Maciel, Maicon Andrade contou um pouco da sua trajetória e dos seus sentimentos pós-medalha. O atleta, que treina hoje em São Caetano do Sul, explicou que na primeira noite após a conquista, “passou um filme de tudo o que aconteceu nesses últimos anos e aquele momento pós-competição é o momento em que você reflete sobre tudo e vê que valeu tudo a pena”. “Nunca senti algo assim, foi inédito. Não estava acreditado que tinha sido medalhista olímpico. O celular não parava de tocar. É uma adrenalina muito boa, não tenho ainda palavras”, explicou, durante a

Segundo o atleta, um dos segredos para ter sucesso na competição foi minimizar o peso que é disputar um evento da grandeza dos Jogos Olímpicos, ainda mais em casa. O atleta encarou a competição como qualquer outra, e a torcida como uma energia a mais e não deixou que esse fator interferisse no seu psicológico em forma de pressão.  “Eu encaro os Jogos como uma competição como as outras. Se eu colocar muito acima, não vou conseguir nada, pois terei essa pressão. Eu confio no meu trabalho, no que está sendo desenvolvido. Vim preparado, feliz e alegre por estar dentro do meu país, com todo mundo torcendo por mim. Também não encarei a torcida como pressão, mas sim como uma força extra.  O atleta tem de saber usá-la a seu favor. Foi uma diversão poder mostra o meu Taekwondo para o Brasil e para o mundo. Sentir esta torcida foi a coisa mais gostosa que vivi na vida, não há sensação melhor do que isso. Conquistar esta medalha, rodeado desta torcida, foi o sonho que sempre tive e foi a maior honra que tive na vida, que pude dar para a minha família e para o meu país”.

Um dos maiores destaques do discurso do atleta, que é o mais novo de oito irmãos, foi a dedicatória da conquista à sua mãe, Vitória Siqueira, que sempre inspirou e incentivou o agora medalhista olímpico a não desistir do seu sonho.  “A minha mãe é a base de tudo, a pessoa a quem eu dedico todas as minhas conquistas, é o meu pilar. Ela sempre tem uma resposta para mim. Ela teve câncer em 2014 e eu quase desisti do alto rendimento para poder ficar com ela, mas foi precisamente nesse momento que ela ainda me motivou ainda mais e me deu forças para perseguir este meu sonho. Conseguir a vaga para os Jogos Olímpicos, conquistar a medalha aqui foi a promessa que fiz pra ela nesse momento e, felizmente, cumpri. A família é a base de tudo, os amigos, a torcida, o país… essa medalha é dedicada a todos eles”, referiu Maicon.

Agora que os Jogos terminaram e que Maicon Andrade voltou para casa de medalha ao peito, ainda não há nada definido para os próximos passos do atleta, porém o mineiro mas garantiu que continuará o seu forte trabalho para chegar a Tóquio 2020. “Vou trabalhar, a base de tudo é trabalhar, treinar e ver quais as próximas competições que vêm pela frente. Não vou parar, vem aí um novo ciclo e novos objetivos”, concluiu.

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